Acusado de ser um dos líderes de um esquema bilionário de fraude tributária em São Paulo, o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto cursou o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos, e ficou em primeiro lugar em sua turma.
Preso na terça-feira (12), Artur é servidor da Sefaz (Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo) e considerado o principal líder do esquema criminoso, ele foi apontado pelos colegas de trabalho ouvidos pelos promotores como um "funcionário brilhante e inteligentíssimo".O MP o descreveu como gênio.
“O ITA tem um dos processos seletivos mais concorridos do Brasil”, observou o promotor Roberto Bodini, do Ministério Público de São Paulo, que investiga a operação criminosa.
Em pesquisas nas redes sociais, descobriu-se que Artur chegou a dar palestras para vestibulandos falando sobre como foi aprovado no ITA, no Instituto Militar de Engenharia e no curso de Medicina na USP (Universidade de São Paulo).
A suspeita de liderança do engenheiro no esquema se deu porque uma das senhas de acesso ao sistema foi encontrada com uma contadora.
Preso na terça-feira (12), Artur é servidor da Sefaz (Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo) e considerado o principal líder do esquema criminoso.
Segundo o site de Transparência do governo de São Paulo, o auditor recebeu R$ 33.781,06 de salário na secretaria em junho, prestando serviços na Diretoria de Fiscalização.
A operação também resultou na prisão do dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, de um diretor do grupo Fast Shop e de mais três pessoas, uma delas em São José dos Campos. O esquema teria arrecadado R$ 1 bilhão em propinas desde 2021.
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