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Pix se consolida como principal meio de pagamento no Brasil

Publicada em: 11/08/2026 08:25 -

 

O Pix continua avançando e se consolidando como uma das principais formas de pagamento utilizadas pelos brasileiros. Dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (10), na segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, mostram que o sistema registrou crescimento expressivo em 2025.

Segundo o levantamento, o número de operações aumentou 25,7% em relação a 2024, chegando a quase 80 bilhões de transações realizadas ao longo do ano.

O crescimento também foi significativo em valores movimentados. O volume financeiro das operações alcançou mais de R$ 35 trilhões em 2025, alta de 33,8% na comparação com o ano anterior.

Pix ganha espaço no comércio

Criado em novembro de 2020, o Pix começou principalmente como uma ferramenta para transferências entre pessoas físicas. Na época, as operações P2P (pessoa para pessoa) representavam cerca de 85% da utilização do sistema.

Cinco anos depois, o cenário mudou. O levantamento do Banco Central mostra que o Pix passou a ocupar um espaço cada vez maior nas compras realizadas no comércio.

Em 2025, os pagamentos feitos por pessoas físicas para empresas (P2B) representaram 43% do total de pagamentos, quatro pontos percentuais acima do registrado em 2024.

Desde a criação do Pix, esse tipo de operação cresceu 37 pontos percentuais, demonstrando a rápida transformação do sistema em uma ferramenta utilizada diariamente também para compras e pagamentos de serviços.

Entre os fatores que ajudam a explicar essa expansão estão o recebimento imediato dos valores pelos estabelecimentos, a redução de custos com intermediação financeira e a facilidade de integração do Pix com sistemas digitais de vendas e gestão.

Maioria das transações é de pequeno valor

O relatório também mostra que o Pix é utilizado principalmente em operações de baixo valor, relacionadas ao consumo cotidiano.

Entre as transferências realizadas por pessoas físicas para outras pessoas físicas, 59% tiveram valor de até R$ 60, enquanto 21% ultrapassaram R$ 200.

Nas operações entre pessoas físicas e empresas, o percentual de pagamentos de até R$ 60 foi ainda maior: 76%. Apenas 8% das compras ficaram acima de R$ 200.

Considerando todas as modalidades, 71% das transações realizadas por Pix no Brasil tiveram valor igual ou inferior a R$ 100.

Pix se consolida como infraestrutura digital

Para o Banco Central, os números demonstram que o Pix deixou de ser apenas uma alternativa às transferências tradicionais e passou a integrar um amplo ecossistema digital de pagamentos.

A ferramenta permite que os recursos sejam transferidos e liquidados em tempo real, contribuindo para tornar as transações financeiras mais rápidas, acessíveis e eficientes.

Com quase 80 bilhões de operações realizadas em apenas um ano e mais de R$ 35 trilhões movimentados, o Pix se consolida como uma das principais infraestruturas de pagamentos da economia brasileira.

 

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