Foto: Sindicato
Os servidores municipais de Taubaté decidiram manter a greve da categoria após rejeitarem a proposta apresentada pela Prefeitura durante as negociações da campanha salarial. A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (16), na Avenida do Povo, em frente à Câmara Municipal.
A paralisação teve início no dia 2 de junho e segue afetando diversos serviços públicos do município. A assembleia ocorreu um dia após uma audiência de conciliação entre representantes da administração municipal e do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté (STSPMT), realizada na Justiça, terminar sem acordo.
Além de rejeitarem a proposta da Prefeitura, os servidores aprovaram a realização de uma nova assembleia nesta quarta-feira (17), às 14h30, para definir os próximos encaminhamentos do movimento grevista.
De acordo com a administração municipal, a proposta em discussão prevê reajuste salarial de 2,5%, com aplicação a partir de maio de 2027, além da ampliação do vale-alimentação dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,50 a partir de setembro deste ano.
A categoria, porém, mantém a reivindicação de uma recomposição salarial de 9,43%, percentual que, segundo os trabalhadores, corresponde às perdas inflacionárias acumuladas desde 2024.
Durante a assembleia, a presidente do sindicato, Rosalba Ramos, afirmou que a proposta apresentada pelo Executivo está abaixo das expectativas dos servidores e não contempla a reposição das perdas salariais acumuladas.
A dirigente sindical também defendeu a reposição dos dias parados ao término da greve, argumentando que a medida contribuiria para reduzir os impactos causados à população e garantir a normalização dos serviços públicos.
Rosalba destacou ainda que os servidores permanecerão mobilizados até que seja apresentada uma proposta que contemple a recomposição inflacionária reivindicada pela categoria. Ela também cobrou maior participação dos vereadores nas negociações entre os trabalhadores e a Prefeitura.
Sem consenso entre as partes, a greve segue por tempo indeterminado. Novas rodadas de discussão devem ocorrer nos próximos dias na tentativa de alcançar um acordo que encerre a paralisação.
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