Segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté (Unitau) o custo da cesta básica familiar apresentou leve queda no Vale do Paraíba em janeiro de 2026. A pesquisa mostrou redução média de 0,14% em relação a dezembro de 2025, fazendo com que o valor médio regional passasse de R$ 2.843,64 para R$ 2.839,55.
O estudo considera uma cesta composta por 44 itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica, suficiente para uma família de cinco pessoas. A coleta de preços ocorre semanalmente em 16 supermercados de Taubaté, São José dos Campos, Caçapava e Campos do Jordão.
Apesar da queda registrada em janeiro, os pesquisadores destacam que os preços seguem elevados em termos históricos, mesmo após três meses de estabilidade e retração, depois de um período de sete meses consecutivos de alta.
Entre as quatro cidades analisadas, apenas Campos do Jordão apresentou aumento no custo da cesta básica em janeiro, com alta de 0,26%, atingindo R$ 2.968,63 — o maior valor da região. Nos demais municípios houve redução: São José dos Campos teve a maior queda, de 0,38%, com custo médio de R$ 2.809,22; Taubaté registrou retração de 0,25%, chegando a R$ 2.778,03, o menor valor regional; e Caçapava apresentou redução de 0,23%, com média de R$ 2.802,32.
O Nupes destaca que fatores como concorrência entre supermercados e custos logísticos ajudam a explicar essas variações. A diferença entre a cesta mais cara, em Campos do Jordão, e a mais barata, em Taubaté, foi de R$ 190,60, o equivalente a 6,86%.
Comportamento em 12 meses
Na comparação anual, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o custo médio da cesta básica no Vale do Paraíba teve leve retração de 0,08%, o que representa redução de R$ 2,25 no período. O índice ficou abaixo da inflação acumulada no país, medida pelo IPCA-15, que atingiu cerca de 4,5% no mesmo intervalo.
Enquanto Taubaté e Caçapava registraram quedas expressivas no período — de 1,79% e 2,26%, respectivamente — São José dos Campos e Campos do Jordão apresentaram altas de 1,07% e 2,66%.
Alimentos puxam leve queda, higiene e limpeza sobem
O grupo de alimentação, que representa cerca de 90% do valor total da cesta básica, apresentou redução média de 0,24% em janeiro, contribuindo para a retração geral do índice. Em contrapartida, os itens de higiene pessoal subiram 0,29% e os de limpeza doméstica tiveram alta de 1,18%.
Entre os alimentos que mais encareceram no mês estão tomate (+14,78%), alface (+10,25%) e batata inglesa (+9,98%). Segundo o Nupes, as altas estão associadas principalmente a fatores climáticos, como excesso de chuvas e períodos de entressafra, que reduziram a oferta desses produtos.
Por outro lado, houve quedas relevantes nos preços de ovos (-7,13%), mamão formosa (-6,61%), farinha de mandioca (-6,24%), frango (-5,23%) e banana nanica (-3,58%). O movimento é atribuído à maior oferta desses itens no mercado, favorecida por boas condições de produção e redução de custos em algumas cadeias, como ração animal.
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